publicado por [FV] | Terça-feira, 01 Janeiro , 2008, 15:10

 

Fernando Vidal, nasce em 1950, em Lisboa, no Castelo de S. Jorge.

 

Inicia aos 12 anos o seu percurso nas artes, no Centro Artístico Infantil do pintor aguarelista João Hermano Baptista que, dentro das muralhas daquele monumento e gratuitamente, emprestava os seus cavaletes e ensinava os elementares princípios do desenho e da pintura aos meninos que dele se abeirassem e desejassem aprender. Mais tarde torna-se seu assistente no ensino e apoio ao Centro Artístico.

 


Aperfeiçoa os seus conhecimentos com os escultores Batalha e Branco de Paiva e com o pintor / gravador João Hogän. Frequenta a ESBAL (Faculdade de Belas Artes) e a Ar.Co. Conhece o escultor Lagoa Henriques que o marca profundamente na sua maneira de olhar/ver.

 

Nos anos 80, quando partilha o ateliê do Pintor José Nuno da Câmara Pereira, desperta para a temática da ‘imaginação da matéria’ na vertente poética dos quatro elementos da natureza - ar, terra, fogo e água.

 

Paisagista. Clássico na expressão mas não na forma. Pinta as paisagens do seu imaginário. Pintura intimista, onde não pinta o que vê mas como ‘diz que vê’. Propõe a todos, que depois de verem as suas pinturas, passem a ‘ver’ o mundo pelos seus olhos e com ele se identifiquem.

 

 

 

 


publicado por [FV] | Terça-feira, 01 Janeiro , 2008, 15:02

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FERNANDO VIDAL

1950, Castelo, Lisboa

 

 

 

 

Ateliê

Rua João de Deus, 35 

6050-201 Arez

 

Telefone / contacto

+ 351 962 333 299 

 
od.fernandovidal@gmail.com
www.fernandovidal.pt
 

 

Prémios e Menções:
1989 | 3ª. Exp. Nacional Pequeno Formato | Viragem | Cascais
1985 | Prémio Espírito Santo Esteves | 2ª. Bienal de Chaves | Chaves

 

Exposições Individuais:
2009 | Galeria Espaço Artever | Amadora
2007 | Galeria Municipal de Fitares | Sintra
         | Palácio do Álamo | Galeria Municipal | Alter do Chão
         | Auditório Municipal “Ary dos Santos” | Avis
         | Galeria Municipal de São Sebastião | Portalegre
         | Biblioteca Municipal de Nisa | Nisa
         | Casa de Artes e Cultura do Tejo | Vila Velha de Ródão
         | Cineteatro Florbela Espanca | Vila Viçosa
         | Centro Cultural de Fronteira | Fronteira
         | Centro Cultural de Arronches | Arronches
         | Galeria Municipal de Monforte | Monforte
1985 | Galeria Arte Moderna | SNBA | Lisboa
         | Câmara Municipal Nisa | Posto Turismo | Nisa
         | Museu Tavares Proença Júnior | Castelo Branco

 

Exposições Colectivas e de Grupo:

2016 | 'Primavera' | Galeria Espaço | Amadora

2015 | 'Convívio' | Galeria Espaço | Amadora

         | Casa da Cultura dos Olivais | Lisboa

2014 | 'Convívio' | Galeria Espaço | Amadora

         | 'Artever' | Galeria Espaço+ | Aljezur

         | 'Depois de Abril' | Galeria Espaço | Amadora

         | 'Construir o Futuro' (mail art) |Exposição itenerante:
           Associação 25 de Abril, Lisboa / Galeria Espaço+, Aljezur
          
/ Biblioteca Municipal de Arraiolos, Arraiolos
         | 'Portugal em Abril' | Galeria Artur Bual | Amadora

         | MertolarteCasa da Artes Mário Elias | Mértola

         | Pequeno Formato | Artever | Amadora

2013 | Pequeno Formato | Artever | Amadora

         | 'IN-PAI-SAGEM' | Artever | Amadora

         | Pequeno Formato Hoje 2 | Artever | Amadora
2012 | Pequeno Formato Hoje | Artever | Amadora

2011 | Cursos de Gravura | AGA Associação de Gravura da Amadora | Amadora

         | 'Campo. 2 Olhares' | Artever | Amadora

         | Artever em Campo Maior | Centro Comunitário | Campo Maior

         | Figurações vs. Desfigurações | Artever | Amadora

2010 | Aguarela | Casa Roque Gameiro | Amadora

         | Salão Convívio | SNBA | Lisboa

         | Jardins sem Limites | Quinta Nova d'Assunção| Belas

         | Artever sempre em experiência | Centro Arte Contemporânea Amadora | Amadora

         | Caminhos e um colectivo | Artever | Amadora
2009 | Salão Convívio | SNBA | Lisboa
         | Imagens (em)construção | Quinta Nova d'Assunção | Belas

         | José Afonso '80 Anos' | Nacional | Coimbra
2008 | '3 Homens numa Barca' | Centro Cultural Cascais | Cascais
          | Peças Soltas | Galeria Mun. Fitares | Sintra
2007 | III Arte coisas & Arte várias | Galeria SMC | Cascais
          | Salão Convívio | SNBA | Lisboa
          | Artistas [OD] | Galeria da Ordem dos Médicos | Lisboa
          | XIV Encontro de Artistas Plásticos | Gal. Mun. Fitares | Sintra
          | Rocha Pinto e Residentes [OD] | Galeria SMC | Cascais
2006 | II Arte coisas & Arte várias | Galeria SMC | Cascais
         | Obra recente [OD] | Galeria SMC | Cascais
         | Salão Convívio | SNBA | Lisboa
2005 | Arte coisas & Arte várias | Galeria SMC | Cascais
1989 | 3ª. Exp. Nacional Pequeno Formato | Viragem | Cascais
1988 | Mostra de Arte Contemporânea | 5º Cong. Algarve | Montechoro
1987 | 2ª. Exp. Pequeno Formato | Viragem | Cascais
         | Festival do Mar | Sesimbra
         | ARTLE | Museu Municipal Loures | Loures
1986 | Biblioteca Municipal de Montalegre | Montalegre
         | Câmara Municipal de Boticas | Boticas
         | Câmara Municipal Chaves | Posto Turismo | Chaves
1985 | 2ª. Bienal de Chaves | Chaves
         | Salão Colagem e Objectos | SNBA | Lisboa
         | Exp. Nacional Pequeno Formato | Viragem | Cascais
         | 5ª. Bienal de Artes-Plásticas | Avante | Lisboa
1984 | Exp. Nac. Pequeno Formato | Árvore | Porto
         | Natureza Morta – Josepha d'Óbidos | ESBAL | Lisboa
         | 2ª. Mostra de Artes-Plásticas de Lagos | Lagos
         | Largos Horizontes | SNBA | Lisboa
         | I Salão de Outono de Sintra | Palácio Foz | Lisboa
         | IV Bienal de Vila Nova de Cerveira | V. N. Cerveira
         | Salão Convívio | SNBA | Lisboa
         | Colectiva'84 | CerciPortalegre | Portalegre

1972 | Sombras | Claustros S. Vicente Fora | Lisboa

 

Bibliografia:
- Dicionário dos Pintores e Escultores Portugueses, Fernando Pamplona
- Arte Guia, Directório de Arte de Espanha e Portugal, Madrid, Espanha
- Anuário Nacional de Artes Plásticas, Estar Editorial

 


publicado por [FV] | Terça-feira, 01 Janeiro , 2008, 12:30
Vitor Serrão
[crítico de arte | historiador]

A pintura de Fernando Vidal, feita de cores densas e de gestualismo preciso, expressa com nitidez, e, sem subterfúgios, um certo pendor de agressividade, no seu turbulento jogo descodificador das superfícies e das texturas. Percebe-se o quanto a actividade profissional do designer de comunicação visual informa o traço, estudado e nervoso, e aglutina os efeitos cromáticos, num paisagismo onírico que denuncia as suas fontes eruditas.
Desta conjunção de factores - desenho de fibra gestualizante, e sentido cromático buscando planos decompostos - provém uma pintura singular, produto de experiências sucessivas e, decerto, de muitas investidas goradas.
O produto que aqui se propõe à nossa leitura e contemplação, com toda a sua carga de deliberada agressão textu(r)al, de reinterpretação melancólica dos trechos de realidade quotidiana.
Esta pintura, pois, é um conjunto de sonhos plenos de originalidade formal e de qualidades técnicas. Desvirtuando o posicionamento académico do ex-estudante da Ar.Co e da ESBAL que tenta assumir(-se) desapaixonadamente (n)outros caminhos de traço e de mancha.

[1985] Texto para o catálogo da exposição de Pintura no Museu Tavares Proença Júnior, Castelo Branco.
 
 
 
Alexandre Pomar
[crítico de arte]

Sobre papel e em pequenos formatos, uma pintura pacientemente trabalhada na diversificação de texturas e na articulação de planos e luzes, que a sobreposição de plástico parcialmente vela e remete ainda mais para sugestões de impressão fotográfica ou de gravura.

 

[1985] Semanário Expresso (12OUT1985)

 
 
 
 
Rui Aço
[pintor]

Existe uma força crescente na pintura de Fernando Vidal, que ora é serena ou quando menos se espera transborda, explodindo em gigantesca energia.
Com uma temática muito próxima do esboço poético, pode-se verificar de trabalho em trabalho a grande preocupação de assumir a pintura. Pintura, tal como se escreve, pensa e diz.
Insatisfeito, mas persistente na saudável loucura de criar…
Dele se esperam mais coisas. É um bom amigo este Fernando!  
 
[1985] Texto para o catálogo da exposição de pintura na Galeria de Arte Moderna da Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa.

O gesto largo e livre, os traços ora firmes ora subtis, as cores determinantes, a inquietude das formas e as interpelações nelas contidas, mostram-nos a mestria deste senhor do seu ofício, detentor de uma carreira sábia de experiências, sãs loucuras e sucessos adquiridos onde a paixão, a alegria e o sofrimento conjugam o verbo Amar na sua obra.
Este é o Fernando Vidal o pintor, Artista por inteiro.

[2006] Texto para catálogo de artistas da Oficina do Desenho.
 
 

Freitas Cruz
[pintor]
 
Não está ao alcance de todo o artista transmitir com tanta verdade a riqueza e a diversidade do Alentejo.
A suavidade da sua imensidão é enganadora e aparente, e encerra dramas e encantos desvendáveis apenas por quem com ele mantém estreita comunhão.
A poucos é facultada a chave para verdadeiramente decifrar, e extrair com precisão, as subtilezas que o distinguem e que a tantos deixa enfeitiçados.
Fernando Vidal, não sendo alentejano, há muito que deixou irem ali enriquecer-se as raízes da sua Alma.
Pertence ao Alentejo. Pertence-lhe pela forte paixão que por esta terra nutre, mas também por laços de família e de incontáveis amizades que ao longo dos anos ali cultivou.
São por isso diferentes estes quadros desta nova fase na pintura de Fernando Vidal – Vivos.
Vivos, não só pela cor e pelas formas e perspectivas pouco comuns que nos despertam para um novo olhar sobre o que julgávamos já conhecer, mas vivos, ainda, por transmitirem essa centelha fundamental da cumplicidade com as gentes destas paragens e sem a qual o mais belo quadro, a mais bela paisagem, jamais se elevariam como acontece aqui, acima da vulgaridade do mero ‘retrato’ ou ‘natureza-morta’.
 
[2007] Texto para os catálogos das exposições de pintura "Alentejo/Paisagens" em Alter do Chão, Arronches, Avis, Fronteira, Monforte, Nisa, Portalegre, Vila Velha de Ródão e Vila Viçosa.
 
 
 
 
José Mourão
[artista plástico | Artever]
 
Olhar a pintura de Fernando Vidal é como ver ao longe. É abarcar o todo como um pormenor. Visão que parece de todos, mas que cada um constrói em função da sua experiência de observador de paisagens, em sentido lato.
Para nós, há como que um olhar de mirantes que em viagem fixam um momento. Olha-se o instante e vê-se o instantâneo. Pouco importa se é de dia ou de noite, para que a acuidade registe um grande espaço ou algo pequeno e mais próximo.
Ao observar, estas obras, poderíamos cair na tentação de situar lugares, regiões, países, continentes ou universos. Poderíamos fixar-nos no modo de fazer, no modo de apor a matéria. Mas, eis que, surge a sugestão do elemento. Pela cor, pela forma, pelo tempo…
É laranja! É tórrido; É vermelho! É quente; É azul! É frio;
É verde! É cálido; É amarelo! É seco; É castanho! É árido;
É preto! É enigma... E de seguida, em catadupa: o fogo,
o sangue, a água, o ar, a areia, a terra, a escuridão…
Damos mais uma volta e confrontamo-nos com a nossa posição em relação ao espaço. Estamos a ver de frente? De lado? De cima? De baixo? Ou de lado nenhum? De todos os lados em simultâneo é que não. Digamos que estamos a ver de dentro para fora da imagem e, de fora para dentro de nós. Há como que um espalhar o visível. Há como que um vasculhar o indizível. Tudo para que possamos ver de longe.
 

[2009] Texto para o catálogo da exposição de pintura 'Ver de Longe' na Galeria Espaço Artever, Amadora. 


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